quarta-feira, 24 de abril de 2013

Quem é Xangô o orixá da Justiça

Inicialmente, diferente da religiões de raiz cristã, que são escritas e assim passada de geração em geração, as religiões de raiz africana são passadas verbalmente as gerações futuras.
Mas todos temos o mesmo DEUS, apenas de nome e cor diferente, caso você ainda pense que Jesus Cristo era loiro de olhos azuis, mas isso é outra historia. segue abaixo um pouco do Grande Orixá, Xangô conhecido como o Orixá da Justiça.

Xangô é um Orixá forte, inteligente e criativo. As pessoas que tem sua proteção podem se considera vencedoras. Costumam tomar decisões certeiras graças à audacia e à justiça que possuem. Gostam de receber elogios pelas coisas que fazem. Xangô também é considerado o Orixá do fogo, já que é poderoso, autoritário e inspira respeito por aonde passa. Extremamente sensual, ele teve três esposas: Iansã, Oxum e Obá. Como nunca se sentia derrotado, toda sua conquista era realizada de peito aberto. Seu senso de justiça é representado pelo raio e pelo trovão. Embora passe uma imagem repressiva, Xangô sempre soube separar o bem do mal. A mentira e a falsidade são coisas que seus filhos não admitem. Mesmo autoritários e dominadores, sabem muito bem saparar o certo do errado e adoram curtir prazeres que a vida oferece. Diante de qualquer problema, às vezes chegam a criar inimizades pela maneira franca de dizer tudo o que pensam. Mas mesmo assim, são adorados pela maioria das pessoas.


O Orixá Xangô 
Sendo então Xangô é a divindade que rege o fogo, o trovão, os raios, muito semelhante a Javé, Zeus, Odin e Tupã.
Pode, através da sua justiça, dispensar favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos defender e para ganharmos causas.
A sua Lei é como a rocha, dura, justa, cega...
Portanto, devemos pensar duas vezes antes de batermos a mão, a cabeça e clamarmos por justiça, pois se a nossa demanda for justa ele nos amparará e se não for aos rigores de sua lei seremos chamados e o seu raio de correção virá para cima de nós mesmos.
Então quando nos sentirmos injustiçados, devemos pedir que Xangô nos esclareça e se estivermos certos então que ele esclareça a outra parte e se esta não ouvir então não precisamos nem pedir, que a lei de ação e reação é automática e se cumprirá a justiça de Xangô em nossas vidas.
O santuário natural, sagrado, ponto de força e habitat, aonde costuma-se depositar oferendas é no alto de uma pedreira ou na cachoeira.
Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação.
Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.
No esoterismo de Umbanda Xangô é o Senhor das Almas, cujo atributo é a sabedoria afim de exercer a Justiça Divina, aferindo em sua balança todas as almas.
Através da manipulação do elemento fogo, Xangô, mais do que fazer cumprir a lei kármica para todos os seres viventes, ilumina o caminho a ser seguido, bem como ajuda a libertar dos grilhões milenares dos enganos que escravizam a consciência.

Os sincretismos de Xangô na Umbanda.

No sincretismo associou-se o Xangô das Pedreiras a São Jerônimo, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos.
Protetor dos intelectuais, dos magistrados.
Já na cachoeira o sincretismo foi com São João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar.
Com o poder do fogo de Xangô é queimado, destruído tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso merecimento.
Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho.
Alguns dizem que São Judas Tadeu, por ter um livro na mão também pode sincretizar-se com Xangô ou que tem uma linha espiritual que atua nas correntes de Xangô.
Assim, Tudo o que é ligado a trabalhos e pedidos de estudos, à cabeça, papéis, entregamos a linha de Xangô.
Xangô é o grande Rei, poderoso, autoritário, porém que tem compaixão e é justo.
Xangô tem autoridade é valente, mas tem um grande e bom coração.
O seu machado é o simbolo da imparcialidade.
É uma divindade da vida, representado pelo fogo ardente e por essa razão não tem afinidade com a morte e nem com os outros orixás que se ligam à morte.
Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono da linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas, astrologia, quiromância, numerologia, cartomancia.
Por este motivo, a linha dos ciganos vêm trabalhar nesta irradiação.


Dia da Semana: Quarta-feira

Saudação:
 Kaô Kabiesilê / Oba Kosô

Cores: 
Vermelho e branco

Símbolo:
 Oxé ( machado de duas laminas )

Alimento Principal: 
Amalá




Xangô Como personagem histórico,

Xangô teria sido o terceiro Alafin Oyó, "Rei de Oyó". Este Orixá, em seu aspecto divino, seria filho de Yemanjá e tem como esposa três divindades: Iansã, Oxum e Obá. Representa alegria, descendência, intensidade da vida, beleza masculina, paixão, inteligência e as riquezas. Porém como rei, além de desempenhar papel de proteção tembém mantém a ordem castigando os mentirosos e os malfeitores com seu machado de duas lâminas, representado o jugamento justo que pesa os dois lados do problema: da vítima e do acusado. O poder mágico de Xangô reside no raio, no fogo que corta o céu, e que destrói na Terra, mas que transforma, e resguarda, iluminando o caminho. Xangô é um dos Orixás mais populares da Bahia e sua importância estende-se por todo Brasil, pois representa a síntese da liberdade, altivez e realeza dos dignatários africanos, sendo um símbolo de poder e superação para toda a população negra. Tem sincretismo com São Jerônimo e São João Batista.

Personalidade: O tipo Xangô é robusto, pesado, imponente e nobre. Tem, no entanto, certa tendência para engordar quando abusa dos prazeres da mesa. É um indivíduo sensual, amigo dos prazeres, capaz de liderança, é um eterno apaixonado e incorrigível conquistador; têm a fama de mulherengos. Apresentam alta dose de energia, auto-estima e egocentrismo. Pode ser um marido infiel, embora ciumento e vingativo. É orgulhoso, prepotente, teimoso, não ouve o conselho de ninguém e não admite jamais ter se enganado. São atrevidos, valentes e, às vezes, podem ser cruéis. No entanto, são muito apegados às suas próprias mães, tornando-se pais carinhosos, extremosos e dedicados. Dizem que temem a morte por amar demais a vida. Podem ser militares, políticos ou intelectuais. Possuem uma postura nobre e hábitos aristocráticos, gostando de dar a última palavra em tudo. Seu humor é variável, sendo incapazes de cometer injustiças. 

domingo, 21 de abril de 2013

Malcolm X explana o nacionalismo preto - legendado


Qual a cor de Jesus, Loiro de olhos azuis? E você acredita nisso?


A LENDA DE OBARÁ


Existiam dezesseis irmãos na cidade de Ilê Ifé na Nigéria:
  1. Okaran Xoxô,
  2. Eji Oko,
  3. Ogundá,
  4. Yorossun, 
  5. Oshé, 
  6. Obará,
  7. Ody, 
  8. Eji-onilê,
  9. Ossá, 
  10. Ofun, 
  11. Owarin Soobè,
  12.  Eji-lashiborá,
  13.  Eji-olobô,
  14.  Iká,
  15.  Ifalahé
  16. Urunmilá Babá Ifá.
O mais pobre era Obará. Os irmãos se reuniram sem Obará saber e como eles tinham negócios e eram ricos, todos os anos procuravam um Babalawô. Chegaram a casa do sacerdote e pediram para ele botar uma mesa, isto é, para jogar búzios. No primeiro lance de jogada o Babalawô verificou a ausência de uma pessoa e disse:
– “Está faltando uma pessoa da família aqui, quem é?”
Eles se entreolharam e disseram:
– “É Obará, nosso irmão mais pobre, nós nunca procuramos ele para nada, ele é uma ovelha negra da nossa família.”

O sacerdote jogou e tirou os ebós necessários para os quinze irmãos. Como na África os babalawôs dão sempre um presente às pessoas que vão se consultar, o sacerdote virou-se e disse, eu como no momento não tenho nada vou dar a cada um uma abóbo ra, para vocês levarem. Entregou as abóboras e eles se retiraram. No caminho uns com os outros comentavam que o Oluwô não tinha dado valor a eles, dando a cada um uma abóbora, presente considerado insignificante e gritavam só quem como isto é porco lá em casa. Um deles falou, como faz muito tempo, vamos visitar o nosso irmão Obará, já é quase noite, pernoitaremos na casa dele e ao amanhecer iremos todos embora. Concordaram e o último disse e ao sairmos deixaremos essas abóboras para Obará comer.

Dito e certo, chegaram à casa de Obará à noitinha, bateram na porta, quem foi atender a esposa de Obará. Os irmãos entraram e saudaram Obará. Obará ficou satisfeito com a visita dos quinze irmãos e perguntou o que era aquilo, eles se olharam entre si e disseram, fomos a um Babalawô e ele disse que este ano você vai morrer, então como você é nosso irmão, viemos nos despedir. Obará abanou a cabeça a mulher começou a chorar com os filhos. Obará então disse:

– “Como é ritual quando se vai morrer oferecer-se um jantar, então você jantarão comigo.”

Os irmãos aproveitaram a oportunidade e comeram tudo da casa de Obará no outro dia cedo se arrumaram, se despediram e ao sair cada um deixou sua abóbora para Obará. Aí começou a chover, chovendo já a três dias a mulher de Obará disse que as caças tinham comido todas as carnes e que a carne seca já havia acabado e até as frutas, enfim tudo. Então Obará lembrou-se das abóboras e disse à mulher come- remos abóboras, vá busca-las, verificaram que na primeira só tinha moedas de ouro, a segunda estava cheia de brilhantes, a terceira só tinha pérolas e assim cada uma tinha uma riqueza dentro. Então uma voz gritou:


– “Não digas nada do que tens, senão voltarás ao que eras.”

Obará prosperou, prosperou, passados meses os irmãos fizeram os ebós e nada resolveram. Então tiveram que procurar um novo Babalwô, se reuniram e lá foram eles novamente. O novo sacerdote fez os preparativos e ao jogar os búzios disse:

– “Falta uma pessoa de sua família aqui, quem é?”

Eles responderam é Obará!

– “Vocês fizeram uns ebós e nada resolveram, vocês receberam cada um grande presente e jogaram fora. Eles responderam, o outro sacerdote nos deu a cada um abóbora.”

Então o Babalawô lhes disse:

– “Vocês deram a riqueza de vocês a este irmão.”

Neste momento, eles escutaram toques e clarins e batidas de tambor na rua e o povo todo correndo e gritando que vinha um Homem muito rico oferecer presentes ao Rei. Os irmãos correram à janela, viram de longe um Homem todo de branco, montado em um cavalo branco que de cem e cem metros mudava para outro cavalo, os cavalos tinham os arreios todos em prata, um séquito de escravos e soldados o acompanhavam eles então gritaram:

– “É Obará nosso irmão.”

O sacerdote então jogou e gritou é a riqueza que estava nas abóboras. Eles se entreolharam, coçaram a cabeça e disseram, amanhã vamos lá tomar o que é nosso. Então o sacerdote terminou o jogo e ofereceu uma moeda a cada um dizendo que guardassem mas que aquele ano não seria bom para eles. Nem havia amanhecido o dia os irmãos estavam na porta do palácio de Obará, que antes era uma casa de barro pequenina. O chefe da guarda perguntou quem deveria anunciar. Voltando o chefe da guarda de Obará trouxe o recado dele dizendo que não poderia atender pôr que estava com visitas importantes e tinha vergonha de apresentá-los como irmãos. Então eles gritavam que queriam as abóboras de volta. Obará da sacada do palácio, respondeu para abrir o chiqueiro dos porcos e devolver as abóboras que já estavam podres, e que os porcos já haviam comido.

Então a mesma voz disse:

- “Obará não diga nada do que tens a ninguém, senão voltarás ao que eras.”

Os irmãos gritavam que queriam as abóboras de volta, e Obará respondeu que apodreceram. Pôr isso que, quem é deste Odu deverá dar comida a ele dentro de uma abóbora todo mês de junho na Lua cheia

Obará é o Odu pobre que se torna rico, se a pessoa falar no que tem, os irmãos (os outros Odus) tomam tudo e a pessoa volta de duas a seis vezes pior do que era. Pôr este motivo que as pessoas deste Odu usam o vintém com a coroa para a frente e a cara para trás, para ninguém ver a cara de Obará.


Fonte:https://afroxe.com.br/portal/index.php/relafrobrasileiras-2/religioesafrobrasileiras/47-candomble/330-lendadeobara

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Aluá – Bebida genuinamente brasileira


Bebida refrigerante feita de milho, de arroz ou de casca de abacaxi fermentados com açúcar ou rapadura, usada tradicionalmente como oferenda aos orixás nas festas populares de origem africana, uma das versões para esse nome é uma alusão “ao luar”, porque os escravos preparavam esse refresco à noite, inserido nos cultos afro, mais precisamente nos boris. Essa bebida esta sempre presente nos festejos religiosos ela é uma bebida tradicional. Na Umbanda e no candomblé, o aluá é oferecido a Iemanjá. Em Minas Gerais, ele ainda é servido nos rituais de fé da Igreja Católica, geralmente nas irmandades e não pode ser vendido.



O aluá foi uma bebida trazida pelos portugueses e que foi usada, na época da colonização, na Amazônia, Ceará, Pernambuco, Paraiba, Rio Grande do Norte, depois de passar por um processo de aculturação, substituindo-se a fruta ou cereal fermentado e o açúcar pela rapadura. Até mesmo na capital do Império, o aluá teve sua vez. Câmara Cascudo informa que em 1881, França Júnior, cronista do séc. XIX, evoca a popularidade do aluá durante o reinado de Pedro I na capital do Império: "No primeiro reinado o refresco em voga foi o aluá. O pote de aluá saía para o meio da rua, e o povo refrescavase ao ar livre, a vintém por cachaça". Uma senhora, amiga, relembrou da sua infãncia no interior do Ceará, quando o aluá era feito em todas as casas onde haviam festejos juninos. "Não se fazia quadrilha sem ter aluá em casa para servir ao povo todo".


O Aluá feito em Portugal era uma bebida adicionada de bagaceira, que é a cachaça feita de uva e que muita gente conhece também como grapa. Só que os índios da Amazônia também faziam um suco parecido, com abacaxi e com teor alcoólico bem mais baixo, porque eles usavam o abacaxi fermentado, que gerava uma pequena graduação alcoólica de 3%, metade da de uma cerveja Pilsen.


No Nordeste, a aluá ainda permanece vivo em alguns lugares no sertão, nas novenas, nas festas da padroeira. Em Minas Gerais ele também sobrevive e existe uma tradição de que não pode ser vendido, mas servido em rituais de fé (hoje, nas irmandades católicas) como faziam os negros que dançavam, cantavam e bebiam o líquido de baixo teor teor alcoólico (cerca de 3,5°) que, neste caso, era à base de abacaxi. Minha mãe sempre fez aluá em casa, quando éramos crianças, da casca do abacaxi. É delicioso, com um leve ácido e bolhinhas naturais que se formam na boca por causa da fermentação.



Aluá, Limões Doces e Cana-de-Açúcar - J. B. Debret, 1826


Na casa de Mãe Betinha de Iemanjá Sabá (essa foto antiga é de lá), era tradicional servir aluá (lá chamados garaxó, de abacaxi ou milho). Eram jarras enormes, servidas nas festas para Ibeji, quando os erês se fartavam (e nós, mais crescidos um pouco, também). Nunca ouvi falar de outro terreiro em Pernambuco, com esta tradição que só ouvi falar de terem existido em casas muito antigas da Bahia.


Então, uma boa oportunidade de experimentar. Existem aluás feitos de vários tipos de fontes de amido fermentados ou açúcares, além do milho e abacaxi. Encontrei receitas de aluá até feito de pão, farinha de arroz ou de mandioca. São receitas perdidas no tempo, morrendo com nossa memória e que valem a pena relembrar.


Por termos no Brasil uma rica miscigenação entre os povos (negros, indígenas e brancos), muitas das comidas da culinária afro-religiosa é incorporada em nosso dia a dia, como é o caso do aluá, que também é conhecido como uma bebida refrigerante de origem indígena, feita com a fermentação de grãos de milho moídos. No Acre e no resto da Amazônia é comum se usar o milho triturado ou a farinha de milho. Em outras regiões, como por exemplo em Belém, se usam cascas de frutas como o abacaxi, raiz de gengibre (esmagada ou ralada), açúcar ou caldo de cana e sumo de limão. Também chamada de aruá. Já no estado do Ceará existe uma versão da bebida feita de pão branco, cravo da índia e adoçado com rapadura preta.


Então o aluá brasileiro misturou o culto religioso dos africanos, a colonização portuguesa e a culinária indígena. Portanto, temos aí, talvez a bebida genuinamente brasileira ou, no mínimo, a mais tradicional feita por aqui.


Aluá de milho

Ingredientes:

  • Dois litros de milho vermelho seco 
  • Dezoito litros d'água 
  • Cinco rapaduras de um quilo cada 
  • Suco de dez limões, ou o equivalente em laranjas ou outras frutas ácidas, frescas 
  • Uma raiz de gengibre partida e amassada 
  • Jarra de barro já usada e que caiba tudo 

Escolha, lave e leve o milho ao sol, para secar. Bote uma caçarola, sem gordura nenhuma, ao fogo, coloque o milho e mexa para tostar todo por igual. Retire do fogo e deixe esfriar. Triture grosseiramente o milho em um pilão. Ponha a água na jarra bem como o milho já frio e o gengibre. Tampe bem a jarra e deixe em Infusão durante oito a dez dias. Todos os dias dê uma mexida e, logo em seguida, tampe a jarra. No dia de servir, raspe ou corte em pedaços pequenos as rapaduras e coloque tudo dentro da jarra, já com a água e o milho. Mexa bem até dissolver as rapaduras. Coe num coador de pano, usando em uma toalhinha de cozinha bem limpa. Adicione o suco de frutas. Caso prefira mais doce, pode botar mais açúcar, de acordo com o gosto da pessoa. O aluá também pode ser feito com açúcar comum.


Simbora brindar a cultura afro brasileiro com Aluá! Saúde!


Fonte:https://www.afroxe.com.br/portal/index.php/blogafroxe/70-alu%C3%A1-%E2%80%93-bebida-genuinamente-brasileira

sábado, 23 de março de 2013

IDENTIDADE

Um dos mais belos poemas, que de modo simples nós faz meditar sobre a nossa raça, nossa etinia afro,cantada pela mais bela voz masculina hoje no Brasil, Jorge Aragão...








Identidade

Jorge Aragão

Elevador é quase um templo
Exemplo pra minar teu sono
Sai desse compromisso
Não vai no de serviço
Se o social tem dono, não vai...
Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história
(2x)
Se o preto de alma branca pra você
É o exemplo da dignidade
Não nos ajuda, só nos faz sofrer
Nem resgata nossa identidade
Elevador é quase um templo
Exemplo pra minar teu sono
Sai desse compromisso
Não vai no de serviço
Se o social tem dono, não vai...
Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história
(2x)
Se o preto de alma branca pra você
É o exemplo da dignidade
Não nos ajuda, só nos faz sofrer
Nem resgata nossa identidade
Elevador é quase um templo
Exemplo pra minar teu sono
Sai desse compromisso
Não vai no de serviço
Se o social tem dono, não vai...
Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história

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Para quem quiser baixar ou ouvir essa musica, segue abaixo o link no site 4shared.

http://www.4shared.com/mp3/xXdPvoDG/SAMBA_JORGE_ARAGO_-_Identidade.htm